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É um complexo sistema de símbolos de identidade que o povo preserva e cria, no dizer de Eduardo Galeano. Gestado pela tradição, estimulado pelo viver cotidiano, permeado pelo inconsciente e repleto de um sentimento de coletividade. O artista Raul Cordula, estudioso do assunto, resume a arte popular numa sentença simples: “é a arte dos pobres”. O já citado Adolfo Colombres acrescenta um dado que altera ligeiramente a afirmação: a arte popular também pode ser feita por pessoas oriundas de outros extratos sociais. E seu resultado tem de ser considerado dentro do conceito de arte popular, se porventura “adota, consolida e desenvolve imagens procedentes da cultura popular”. Em seu fundamental calhamaço “História Social da Arte e da Literatura”, Arnold Hauser identifica a primeira manifestação da arte popular na Roma Antiga. Até então a arte estava a serviço da religião. E na Grécia era uma verdadeira “propaganda do Estado”, em suas palavras. São os romanos que, segundo Hauser, utilizam imagens da vida comum, compreensíveis a todos, na decoração das habitações e lugares públicos, na assinalação de locais através de imagens, na celebração de festas e ritos. E isso foi uma transformação radical que influiu sobre toda a concepção estética e representativa da arte, daí por diante.
No Brasil, a arte popular é provavelmente a arte mais praticada no país, por razões históricas, sociais e geográficas. Não se pode, entretanto, confundir arte com artesanato, embora as fronteiras entre ambos nem sempre tenham contornos claros. Para uma avaliação bastante simplificada, pode-se dizer que artesanato é quando a função predomina sobre e forma. Quando a forma se torna mais importante do que a função, estamos entrando no campo da arte.